O Encontro – IV

Ela de tranca...

Paulo dirigiu o mais rapido que podia, para chegar a casa de Carol.

Carol estava a porta, esperando-o, com os olhos brilhantes, e o coracao aos saltos.

Paulo chegou a deliciosa cobertura de Carol, sendo recebido pelo sorriso e olhar mais deliciosos do mundo.

Se atiraram nos bracos um do outro, e nao pensaram em nada alem daquele momento. Eles estavam desidratados de saudades, e aquela era a hora de rehidratar as almas.

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O Encontro – III

Terrace

Carol chegou tarde do churrasco, e a Cris ja havia retornado para casa dos pais, tendo deixado um bilhete sobre a mesa de cabeceira de Carol:

“Carol, um rapaz chamado Paulo deixou 22 ligacoes para voce na secretaria eletronica. Ele parecia desesperado. Nao desesperado, Ansioso. Atendi duas ligacoes dele antes de pegar o caminho de volta para casa, e ele me obrigou a jurar que eu daria os recados para voce. Por favor, ligue para esse pentelho, pois ele vai encher o seu saco se voce nao ligar. Beijos, Cris.”

Carol deu um sorriso maroto. Mas achou interessante ele ter ligado. Haha, o bilhetinho com o telefone na dobra… kkkkk Funcionou, geeente! Pensou ela, tirando a roupa e dirigindo-se para o chuveiro.

Apos o banho, Carol deitou-se na cama, pegou um livro para ler, a fim de pegar no sono, pois estava cansada da noite emendada com o churrasco. Alem do mais, ela tinha que preparar um artigo para entregar na segunda ate as 2 da tarde, para publicar na revista do mes, e ela mal havia saido do titulo.

Nao demorou muito, ela deslizou para um sono reparador. E merecido.

Um telefone tocava ao longe… Era sonho ou realidade?

Carol abriu os olhos, tentando se localizar, e se deu conta de que o telefone estava tocando na cozinha. Ela se levantou, e foi atender ao aparelho que estribuchava.

– Alo! – Ela atendeu com a voz de sono, e olhou o relogio – 8:30 da manha! “Quem eh o energumeno que liga para alguem antes das 10 num domingo?” Pensou ela furiosa.

– Carol,  bom dia! Eh o Paulo.

Ela parou de respirar, sorriu, puxou uma cadeira, e sentou-se cruzando as delicadas pernas.

– Bom dia, Paulo! – O sorriso nos labios, mostrava, em sua voz, que ela gostara de ser acordada pelo telefonema. – Voce ligou ontem, minha irma falou…

– Sim, sim, liguei umas vinte e trocentas vezes… – a voz parecia animada. – Voce nao tem costume de pegar mensagens na secretaria quando retorna para casa no final do dia?

– Ate tenho, – respondeu ela, – mas ontem eu cheguei um pouco tarde de um churrasco com amigos. E foi tempo de tomar um banho e embalar num sono profundo. E como foi o seu dia?

Ele parou por um minuto, sera que ele falaria para ela que passou o dia grudado no aparelho de telefone esperando pelo telefonema dela,  ou inventaria algo mais suntuoso, do tipo que foi a praia, jogou volei, pegou onda, andou a cavalo… – Fiquei em casa com minha mae e minhas irmas… – O que nao era de todo mentira…

Conversaram amenindades, sobre o churrasco, a comida, as irmas dele, os animais que tinham. Por fim, Paulo foi direto:

– Voce nao gostaria de almocar comigo? Tem um novo restaurante bem aconchegante na beira da praia principal, que serve um camarao muito gostoso. Alem de variedades de frutos do mar.

= Paulo, nao quero ser ingrata, eu, realmente, adoraria almocar com voce hoje, mas eu tenho um artigo para entregar amanha na editora da revista, e nao estou nem no primeiro paragrafo. Poderia ser amanha, um jantar?

Ele nao esperava por um nao. Definitivamente, ele nao estava preparado para te essa negativa… Nunca ninguem recusou sair com ele. Muito menos dar uma desculpa esfarrapada de “entregar artigo para editora”, em plena segunda feira!

– Pode ser. – ele foi um pouco seco. – Espero sua ligacao, quando voce terminar o que tem que fazer.

– Pode deixar. Eu te ligo assim que entregar o artigo na Editora, por volta das 3 da tarde.

Despediram-se.

De um lado, Carol sorria e pulava. Ele esta bem interessado. Mas logo se lembrou da alianca de noivado…

Paulo, do outro lado, estava ansioso. Desconfiado. Mas sentiu que ela o recebeu com atencao. Ele aguardaria o telefonema dela no dia seguinte.

Foi para praia com as irmas e uma amiga das meninas, onde encontrou com alguns amigos da empresa, e ficaram a papear ate o final da tarde, quando se deram conta de que estava na hora de recolher para jantar e dormir. A semana prometia ser longa.

Carol, por sua vez, ficara em casa, datiliografando seu artigo, dando pausas para um cafe e um cigarro, quando ela aproveitava para ler o que estava escrevendo e fazer as devidas correcoes, sentada a mesa da varanda do apartamento que dava para a praia.

Ela o viu de sunga, saindo da agua e sentiu algo estranho no peito. Um arrepio interno, que acabou por arrepiar a sua nuca. Ele nao sabia que estava sendo observado. Mas ele sentia que alguem o olhava, pois virou-se para o predio de Carol, prescrutando qual seria a varanda dela.

Ela sabia que ele nao poderia ve-la de onde estava, pois o vidro da varanda da cobertura era espelhado, so podendo ver de dentro para fora. Mas ela sabia que ele sentiu o olhar dela.

Ela retornou para a mesa, corrigiu o que tinha que ser corrigido, e adiantou o trabalho o quanto podia, para poder dormir cedo, e continuar o final no dia seguinte, para enfim, terminar antes do almoco.

Paulo nao tinha nocao de que andar ela morava, mas passou boas horas olhando, pelo canto dos olhos, para ver se tinha algum movimento nas varandas, que ele pudesse ve-la.

Mas nada…

Ele foi para casa tomar banho e jantar. Sentou-se no sofa do escritorio, com um livro na mao, um copo de wiskey na outra, e os pes esticados na ottoman, com os pensamentos longe…

Olhou o relogio, 9:40 da noite. Pegou o telefone para ligar para ela. Mas nao precisou. O telefone tocou quando ele colocou a mao sobre ele.

– Alo! – Ele sorria

– Paulo? – A voz conhecida da noiva do outro lado, veio como um balde de agua fria. E ele nao conseguiu disfarcar.

– Adriana? – Ele parecia embaracado, e desapontado… – Que bom falar com voce!

– Amor, eu tenho uma otima noticia! – comecou ela animada, ignorando o tom estranho na voz dele. – Estou voltando em duas semanas para o Brasil!

Aquela, sinceramente, era a ultima noticia que Paulo esperava. Afinal, Adriana estava para voltar apenas dali a quatro meses! O que que aconteceu, meu Deus?!

– Nossa, que boa noticia! – tentou disfarcar a voz de decepcao. – Mas por que voce vem antes do termino do seu intercambio?

– Paulo, eu nao estou mais me aguentando de saudades de voce, nao vejo a hora de estarmos juntos, de comecarmos a planejar nosso casamento. Enfim, estou morrendo de saudade do meu amorzinho.

Ele sabia que ela estava falando serio, mas nao estava muito interessado em conversar sobre casamento agora, e com a voz meio rude, falou:

– Dri, eu nao estou preparado para comecar a planejar o nosso casamento agora! Tenho que ser sincero com voce. Afinal, voce esta retornando com tres meses e meio de antecedencia, e eu nao pensei em nada, ainda, a respeito do casamento. – E colocando um pouco de docura na voz… – Por que voce nao termina o seu intercambio, como programado, enquanto vou me organizando aqui. Alem do que, o apartamento que compramos parece que nao ficara pronto antes de seis meses. E voce estando aqui, vai acabar se estressando…

Adriana pensou. Por um lado ele estava certo…

– Voce nao comprou a passagem ainda, nao Dri?

– Nao, amor. Eu ainda nao comprei. Estava pensando em comprar amanha, quando saisse  da Faculdade. – Ela deu uma pausa longa… – Voce esta certo, amor, eu vou acabar estressando se estiver ai antes. Pelo menos aqui eu tenho as materias para estudar, que me ocuparao.

– Boa menina! – Paulo falou brincando, mas com o alivio exposto na voz. – Quatro meses passam rapido, Dri. Voce vai ver!

– Eu sei, amor… Mas a saudade esta tao grande… – a voz parecia chorosa. – Voce nao poderia vir passar uma semana comigo? – Ela falou mais excitada.

– Vou ver o que posso fazer, Dri. – Ele respondeu rapido, mas fora pego de surpresa. – O escritorio esta uma loucura, eu tenho que ver como vou me arrumar para tirar uma semana para ir ai.

– Tenta, vai Paulo… – Ela pedia que nem um gatinho. Ela era muito carinhosa com ele. Mas era muito manipuladora tambem.

– Vou ver, amor… – Ele queria desligar o telefone e ligar para Carol agora! – Nos falamos no meio da semana. Vai descansar, ai ja eh bem tarde.

Ela concordou e eles desligaram o telefone.

Paulo conferiu se tinha linha e ligou para Carol.

Quando ela atendeu, com a voz meio sonolenta

– Carol, preciso de te ver agora! Voce ainda esta acordada?

– Nao estava ha dois minutos, mas agora estou. Apt C-101.

… Continua no proximo post…

P.s.: Foto do Blog: http://www.cgarchitect.com/2012/10/alpha-ville-residence—living-view, Post de Michel Amorim CGArchitect

Uma ligacao perdida… do passado.

telefone-antigo-retr-vintage-dlg-preto

E ai que voce vai ver as ligacoes perdidas no seu telefone e… PLAH! Um numero do seu passado longinquo aparece la!

Eu logo pensei – Nossa, alguem la de casa tentou falar comigo!

Mas era alguem la de longe… de 1970 e pouquinhos… Era o numero do primeiro telefone da minha memoria remota… 2539… que depois virou 3539…

Fiquei divagando com o tal numero na cabeca, pois nao acredito nem em coincidencias nem em acasos. Se algo tem que acontecer, ou aparecer, isso vai acontecer ou aparecer. Mas assim, vindo de tao longe?

Nao era um telefone  preto, como o da imagem, mas era um telfone branco, como este aqui

telefone antigo branco

Mais ou menos assim…

Achei tao engracado, lembrar do numero veio-me a imagem do aparelho na memoria…

Isso eh coisa de gente velhar, geeente???

Me digam, aqui, qual o primeiro numero de telefone que lhes vem a cabeca?

Conta pra mim, eu gostaria muito de saber!

Xoxo,

Maria Paula Thompson

 

Observacao: imagens tiradas do Google.

Coisas que descobri depois apos me mudar para os EUA – Parte II

 

A Primavera se veste de verde, rosa e lilas, tendo como fundo o azul do ceu, coroando as flores, e o sol brilhante dando-as o brilho que elas esperaram por tres estacoes…

A entrada do verao, o cheiro do barbacue invade todos os bairros da cidade. Eh o preparo para o 4 de Julho! Tudo decorado com as cores da bandeira no dia 4 de Julho.

E a sensacao da praia, sem a praia.

Mas dai vem os finais de semana nos lagos proximos, com encontros em barcos, regados a muita musica boa, bebidas e belisquetes durante a tarde e de noite um jantar em um restaurante com os amigos, ou um steak no grill (nosso churrasco, geente) com saladas e mais drinks.

O verao no sul dos EUA eh causticante! Quente de fritar ovos no asfalto, entao, apos o dia de trabalho, quem tem piscina em casa aproveita para refrescar, e convida os amigos, obvio.

Finais de semana sao steak no grill, salsichas, hamburguers, saladas frescas e amigos e familia ao redor da piscina, refrescando e pegando um bronzeadinho, para tirar o bronzeado lunar do outono e do inverno, aproveitando a Vitamina D!

Mas dai vem vindo o Outono…

Mas as folhas caindo, indicando que o outono esta fazendo a sua presenca, eh algo que eu nunca havia tomado ciencia, pois no Brasil nao temos nossas estacoes marcadas.

Dia das Bruxas e muito, muito doce ao redor. (eu nao fico muito a vontade non)…

As cores avermelhadas e douradas. O cheiro de pumpkin spices. Dia dos Veteranos chegando (no Brasil chamados de Pracinhas) serem homenageados.

Uma semana inteira de dedicacao aos que lutam e lutaram pela Nacao, e pelos amigos da Nacao.

E logico, o dia mais esperado do Ano!

O THANKS GIVEN!!!

As pessoas realmente sao agradecidas, e demonstram isso nesse dia de uma forma muito querida.

O almoco na casa da matriarca ou do patriarca, com toda a familia reunida, comida que nao acaba mais, e o famosissimo cha gelado.

Eles tomam cha na hora do almoco, ou no jantar, como nos temos o costume de beber agua.

Ah o inverno… Ah… os cheiros de maca com canela, de frutas citricas sendo cozidas e de algum cozindo ou sopa quente nas casas… Tudo isso misturado coma a opulencia das decoracoes Natalinas.

Nao so UMA unica arvore de Natal. Mas duas, tres e, as vezes, quatro arvores de Natal! Eles realmente VIVEM o espirito de Natal.

As casas sao enfeitadas para o Natal apos o Thanks Given. Normalmente no final de semana que segue, pois tem a big Black Friday no dia seguinte, e dai uma coisa emenda na outra.

Embrulhar os presentes, colocar sob a arvore principal, com as etiquetinhas ou pequenos tags indicando cada presenteador e presenteado.

As demais, recebem ornamento de presentes lindamente embrulhados, mas vazios por dentro. Sao os presentes – literalmente presentes – em todos os Natais.

As arvores, os enfeites ao redor da casa, tudo eh muito bonito. Lareiras decoradas, portas de entrada, banheiros, cozinhas e casa do cachorro. Tudo, tudo lindamente decorado.

Bom, mas no dia 26 de dezembro, PUFF, nao se ve vestigios… As vezes as algumas lampadas nos jardins, mas dentro de casa, NADA!

Ano Novo eh um evento interessante tambem. Mas eu sinto falta do Ano Novo passado a beira mar, com fogos de artificios e pulinho das 7 ondas. Alem, eh claro, do coroado branco com dourado, ou prateado, reluzindo nas casas.

Aqui eles colocam roupas chiques (nem todos), e passam em casas de amigos ou em familia mesmo, com muita comida, eis que cada casal, ou familia, leva um prato.

Em seguida, Valentines Day! Troca de cartoes entre casais e amigos. Coracoes para todos os lados, restaurantes esgotados de reservas.

E voltando ao inicio…  falemos do balao da foto!

A chegada da primavera, normalmente eh coroada passeios de baloes pelas cidades das redondezas – nao vejo a hora de fazer um – e eles vem coloridos, contrastando com o azul intenso do ceu.

Na minha primeira primavera aqui, costumavamos sentar no quintal da casa, todo sombreado com cedros e carvalhos.

Num desses dias, o sabado ensolarado da foto, ficamos admirando os baloes enquanto beliscavamos azeitos, queijinhos temperados e salaminho regado com azeite e limao taiti, bericando uma cerveja geladinha.

A Primavera tem cheiro de flores, casa limpa, aerada. Tudo que remeta ao frescor.

As cidades se enfeitam de flores diversas, num colorido intenso e maravilhoso.

Flores no supermercado, nas farmacias. E logico, os mercados livres, ou Fresh Market, onde os agricultores locais colocam suas verduras e legumes frescos para vender.

E nos plantamos tambem!!!

O balao da foto passou bem baixinho, quase tocando os carvalhos e cedros… foi logo depois da foto e eu estava distraida papeando com o marido e alguns amigos…

Estas foram uma das mais deliciosas descobertas sobre a vida aqui. Se eu romantizei um pouco, me desculpem, nao consigo enxergar a vida sem o brilho do romantismo.

Xoxo.

Maia Paula

U Engolindo livros de Organizacao, Psicologia, Umbanda, Quimbanda, e sem banda nenhuma?

Porque cargas daguas perdemos os controles na nossa vida, que estava como se um navio num mar calmo e sereno e, de repente, por conta de um desnivel da serotonina, ou mesmo uma queda brutal da vitamina B12, o que antes controlavamos com a seguranca de um Papiparovv, maestro russo, de grande habilidade nos compassos de um orquestra, viramos a caricatura do Bussunda, do Casseta e Planeta, que era engracado, mas nao tinha nenhuma intimidade com os innstrumentos musicais, muito menoa com as melodias.

Mas vamos ao ponto.

Uma colapso ha um ano atraz, proveniente de um ataque de panico, me fez perder o controle de tudo. E olha que tomando remedio para cintrolar o deficit de atencao.

Poia bem, a dose foi ajustada, me deram um contenedor de ansiedade, que nem sei o nome, mas so tomo em casos onde eu sei que nao conseguiei me conter.

Diante desse caos , eu estava desesperada para dar um geito na minha casa, futucando o google, eis qie achei a Pricila Saboia…

Assisti algua videos dela, e pensei, gente, essa guria parece amiga da gente, daquelas que chega no seu quarto ja descalca e deita na sua cama, abracando todos os travesseiros para comecar a contar dos ultimos casos da semana!

O encontro II

casais-apaixonados-casais (7)

Cont…

A atracao entre os dois foi imediata. Nao sabe se por conta do vinho, ou por conta do ambiente da festa. Mas eles engajaram numa conversa animada e despretensiosa, e o Paulo nao tentou mais beijar Carol.

Em um dado momento ele perguntou se ela gostaria de mais uma taca de vinho, em que ela concordou, e ele foi buscar no bar do cerimonial e, ao entregar a taca para Carol, esta percebeu que ele usava uma alianca de noivado.

— Mas voce nao me falou que era noivo. – afirmou ela levando a taca aos labios e olhando fundo nos olhos dele.

— Sim, sou noivo. – Respondeu calmamente

— E onde ela esta agora?

— Ela esta fazendo um intercambio na Franca, e voltara em tres meses. – pausa breve, e ele continuou… – Ficamos noivos quando ela me disse que iria para esse intercambio, quando eu achei por bem ficarmos noivos, para que ela tivesse o compromisso de voltar e continuarmos juntos.

— …sem traicao… da parte dela… Sei… – Carol falou com ironia na voz, carregando nas reticencias…

— Isso mesmo! – Respondeu Paulo, na cara dura.

Ela virou as costas e deixou ele falando sozinho, indo ele atras dela para explicar-se.

— Voce vai me deixar falando sozinho, e nao vai nem se despedir? – Carol estava sorrindo, os olhos brilhantes, e aquilo era uma tentacao para ele.

Sem parar de sorrir ela falou: – Paulo, eu ja sofri muito na minha vida. Meu coracao nao merece mais um golpe, e eu sei que se continuarmos a conversar, certamente, nos ficaremos juntos, pois eu sei a energia que esta vindo de voce, e voce sabe a energia que vem de mim.

Ele a olhou atonito, pois ela estava certa. A energia entre os dois era solida, mas ele nao se deu por vencido… – Podemos so conversar? – argumentou ele, ainda sorrindo, nao se dando por vencido pela saida dela. “Essa menina vai brincar de pescaria comigo, mas eu nao vou esmorecer…”, pensou ele.

Carol estava sabendo que estava perdendo o controle, e nao queria, definitivamente, perder o controle. Ela balancou a cabeca, dessa vez os olhos brilhavam, mas ela nao sorria, apesar da boca divertida, ainda. Entao ela achou que, realmente, nao aconteceria nada, pois os dois sabiam que ali havia um divisor de aguas.

E conversaram a noite toda, acabando por esticar ate o amanhecer num restaurante na beira da praia, onde se deram conta de que estavam famintos.

O sol estava comecando a empurrar a noite, e colorido do amanhecer foi como faisca numa poca de gasolina, quando ele viu Carol retornando do toillete feminino, segurando sua pequena bolsa, os cabelos soltos, caindo em cascata pelos ombros e um andar seguro, mas delicado e discreto. Ele levantou-se quando ela chegou, para puxar sua cadeira.

A proximidade dos dois, os perfumes, o sol nascendo, enfim, todo o ambiente e conversas trocadas, com sorrisos e gargalhadas, fez com que ambos perdessem a sensacao do juizo, e eles se beijaram. Um beijo longo. Lento e calmo. Como se fosse para segurar os ponteiros do relogio, impedindo que o tempo passasse.

Mas ele passou. Impiedoso.

Eram sete da manha, e ela tinha que ir para casa, pois, realmente, precisava dormir, para, pelo menos poder continuar aquele beijo, nem que fosse em sonho, pois sabia que ali era a primeira e ultima estacao daquele trem.

Entraram no taxi calados, tocando os dedos minimos um do outro.

Ela morava mais perto, o que fez com que o taxi a deixasse primeiro. Eles nada falaram, ela apenas sorriu, abriu a bolsa, e entregou um pequeno bilhete para ele, dobrado em origami, e saiu do carro sem olhar para tras.

Paulo seguiu viagem para casa, lendo o bilhete que ele nao lembrava de ter visto ela escrever em momento algum.

“Paulo, 
Esta noite foi inesperada e encantadora para mim.
Sentir o amanhecer sob o toque de seus labios, foi um Nirvana (rs.)
Nao te esquecerei. Voce sera uma noite inesquecivel para mim.
Com carinho, Carol.”

Mas mulher eh ardilosa, ne gente…

Paulo chegou em casa, colocou o bilhete na mesa de cabeceira e foi escovar os dentes e trocar o pijama, voltando para o quarto e se jogou na cama e caiu num sono profundo.

Ao acordar, no dia seguinte, um sabado ensolarado, ele pegou o bilhete, e reparou, que numa das dobras do origami, Carol deixara o numero do telefone dela…

Carol tambem caira num sono profundo, e acordara no dia seguinte com a sensacao de que havia sonhado, que nada daquilo havia acontecido. ‘Melhor assim!’, pensou ela, indo tomar banho e se arrumar para um churrasco na casa de uns amigos.

Enquanto estava no banho, ouviu o telefone tocar, mas tinha quase certeza que era a mae, querendo saber da Cris, ela nao se apoquentou, ela sempre deixava recados na secretaria eletronica.

Passando pelo quarto da Cris, deixou um bilhetinho para ela: “Estou no churrasco que te falei, quando acordar, ligue para mamae, ela ja deve ter superlotado a secretaria eletronica. Beijos, Carol.”

… Continua no proximo post…

Conto – O Encontro

casal fofo9

Quem de nos, num momento de nossas vidas nao pegou um diario, escrito la longe, quando voce tinha seus vinte e poucos, e numa das pagina se depara estampado um sorriso que voce nunca esqueceu…

Ao seu lado, uma verdadeira escultura de Davi, esbanjava charme com o seu sorriso de propaganda de creme dental, e voce com a pele dourada pelos dias de exposicao ao sol, reluzia, assim como o longo cabelo, cor de ouro e ambar, que pendia ao seu obro, numa tranca desplicente,

Carol e Paulo se conheceram em uma festa da alta sociedade da cidade que eles moravam e viera a participar da festa como par de uma das meninas que dancariam a Valsa dos 17 anos, no aniversario da anfitria, e que seriam, entao, apresentadas a socidade local, e tambem de algumas cidades vizinhas, que viam a oportunidade de casar seus filhos varoes, com essas mocas, que, naturalmene, viviam numa nata, pois tinham certo dinheiro. E o rapazes convidados, na sua maioria pelos pais da aniversariante, eram o filhos dos empresarios mais abastados, dos profissionais liberais de destaque, ods donos de comercio tradicionais e repeitados, enfim, pessoas que possuiam “berco”, educacao e estudos.

E esses que vieram a dancar com as convidadas da aniversariante, eram figurantes. Mas figurantes que acabavam, muitas vezes se tornando em ator coadjuvante na vida de uma ds convidadas da festa. E esta convidade acabou sendo, justamente, a Carol.

Mas antes de entrar nesse momento da historia da Carol, vamos fazer dar um reload nesse dia especial, antes dela tomar conhecimento do aniversario da vizinha.

Quando foi iniciado o horario de verao, e munida de um desejo de fazer alguns exercicios apos o trabalho para poder se concentrar mais em sua luta com a perda de peso, Ivana costumava andar de bicicleta por uma hora, todos os dias, chuvesse ou fizesse sol, na orla da praia que embelezava o seu bairro. Era um circuito de uma hora, mais ou menos, pois tinha transito do fim do dia, e a avenida principal ficava bem atravancada. Naquele dia, em especifico, ela se atrasou no retorno do circuito, mas nem se preocupou, tendo em vista nao ter combinado nada com as meninas.

Ela chegou em casa e foi falar com a irma mais nova, a Cris, que estava se arrumando para ir a tal festa onde os Tenentes do exercito iriam dancar com as amigas da aniversariante.

Cris, que ainda estava escolhendo o que vestir, perguntou a irma mais velha:

— Carol, a Patricia desistiu de ir na festa de Roberta, e eu estou com o convite dela, voce gostaria de ir?

Carol tomava um suco qualquer e olhou para a irma pensativa…

— Sera que nao vai dar treta? Afinal, a familia da menina que faz aniversario ja foi nossa vizinha… kkkkk.

— Que nada, mana! Com a quantidade de pessoas que vai estar por la, certamente, ninguem prestara atencao em quem entrou com o convite enderecado a ele, ou ela. – e empurrando Ivana para o Banheiro, ja dizendo que o taxi passaria para pega-las em 40 minutos. O que quer dizer que a producao teria que ser digna de coxia de desfile de beleza.

Pois bem, Carol ficou pronta em 20 minutos, para nao fazer ninguem espera. Cabelos, joias, maquiagens, e outfits perfeitos. Parecia ter saido de uma revista de moda.

A irma e a amiga que chegara enquanto Carol estava no bamho, se impressionaram, e ela foi motivo de brincadeiras durante o trajeto do taxi da casa delas, ate o cerimonial onde estava sendo realizado o evento.

Tudo correu tranquilamente. Nao teve aquele, cara-cracha-cara-cracha na entrada, ate por que a tecnologia daquela epoca, no Brasil, ainda era paleolitica. ficando restrita as grandes empresas estatais ou multinacionais.

Pois bem, a festa ja havia comecado ha uns vinte minutos, e os garcons comecaram a servir as bebidas e os salgados, que diga-se de passagem, pareciam divinos.

Carol nao conhecia muita gente da festa, e sua irma foi se aboletar com as amigas, enquanto ela, com a desculpa de pegar uma taca de vinho, deu uma volta enorme no salao, ate chegar perto da porta de entrada da cozinha (ela sempre fazia isso, ficava amiga dos garcons e tinha um tratamento VIP a noite inteira). Mas, enquanto ela se dirigia para a entrada da porta da cozinha, ainda do outro lado do salao, ela bateu os olhos num dos oficiais. Mas nao foi nos olhos, mas na bunda que parecia estar provocando ela.

Sem muito trejeito, ela, ao passar perto dessa bunda, deu-lhe um beliscao, continuando o seu caminho, como se nada tivesse acontecido, acabando por parar na porta da cozinha, alguns passos adiantes, e continuar de costas, pois estava se contendo para checar a reacao do tenente, mas nao tinha ideia de como ele era de frente. So conhecia a bunda dele…

— Voce parece conhecer o lugar estrategico. — disse uma voz atraz dela, e ela se virou sorrindo, para concordar.

— Sim, sempre faco isso nas festas aqui neste cerimonial, pois ja conheco, praticamente, todos os garcons.

— Sei… — pausa meio longa. — Voce costuma beliscar a bunda das pessoas que voce nao conhece, ou eu fui eleito para ser o primeiro?

Neste momento, ela nao se aguentou, e caiu na rizada. Ele acompanhou, pois o momento nao tinha outra coisa para se fazer.

E, recobrando o folego, ela pergunta com a cara mais cinica: — Entao voce eh o dono dA Bunda! — E eles caem na risada novamente. Pois aquela era uma situacao que, nenhum dos dois, ao se arrumarem para ir a tal festa, tinha imaginado que poderia acontecer.

Apos o papo inicial, ele a chamou para dancar, e tentou beija-la. Assim, do nada! E ela desviou, passando por debaixo do braco dele, que estava bloqueando sua saida, o que deixou ele meio fuzilado de raiva, pois ele se achava a ultima bolacha do biscoito, e ele colocou a mao na testa com o indicador e o polegar, formando um L, e perguntou:

— Voce ta me fazendo de otario? – parecia uma pergunta ofensiva, mas ela nao conseguia parar de rir daquela situacao, mas respondeu com educacao.

– Nao, absolutamente, eu so nao quero beijar alguem que nem o nome eu sei! Nao sei da onde vem, nem para onde vai.

E foi nesse momento que ele se deu conta de que ainda nao tinham se apresentado ainda. – Prazer, meu nome e Paulo, e o seu

— E o meu Carol.

… Continua no proximo post…

 

  1. S.:Este texto e so uma estoria, qualquer semelhanca com acontecimentos reais, sera mera coincidencia.

Insonia de terca…

Sei, muitas pessoas se entediam lendo livros, pois nao tem gosto para leitrura, e se comecarem a ler o livro para afastar a insonia, logico que vai voltar a dormir como se nada tivesse acontecido.

Mas eu nao sou assim…

Noite retrasada, de segunda para terca, eu fui dormir cedo, 10:30 em ponto, e logo cai no sono. Mas, PIMBA, no 1:30 da manha vem a maledeta da insonia… dai, ca com meus botoes, pensei, vou achar um livro para ler na internet, dai nao preciso acender a luz e leio na cama mesmo, no tablet (as vezes fico abestada com a minha ingenuidade).

Estava procurando o livro da Marie Kondo (vou fazer um post so falando sobre ela), dai encontrei uma sintese. Joia, belezinha! Comprei o livro por 2.5$, e fucei… Dai que eu encontro o livro Coming Clean, da Kim Challenge, produtora do blog The Kim Challenger.  

Bom, la fui eu ler a sinopse do livro, e PIMBA, Amei e adquiri a versao virtual, e pensei, vou ler um pouquinho, e ja que eh em inlges, povavelmente o tablet vai cair na minha cara – ou no chao, e eu caio no sono… Santa Ingenuidade, li tudo de uma tacada so, dando paradinhas para comer e ir ao banheiro. Aproveitei que era dia de faxineira, e apos ela limpar o segundo andar eu subi e deitei no sofa da saleta do mesanino, enrolada na coberta, e finalizei o livro as 3:40 da tarde…

Bom, mas agora vamos falar do conteudo e da profundidade desse livro, inclusive, sob o aspecto do impacto de acontecimentos na infancia que atormentam voce para o resto da vida.

Voila!

Kim nasceu numa familia constituida por um catolico nao praticante e uma judia, tambem nao praticante, tendo sido criada com muito amor e compreensao dos pais. Maaas… (sempre o tal do mas), o pai era um acumulador, e a casa era toda, todinha cheia das tralhas que ele encontrava no onibus M-15, de Nova Yorque, que ele era motorisa, ou tralhas encontradas na rua, panfletos mil e qualquer coisa que ele achasse interessante. Ele chegava em casa e colocava em sacos de Ziploc, para serem analisadas em algum momento, e deixava pra la.

A mae ja nao era assim, e ela se descontrolava em saber se alguem viria em sua casa ou nao, pois tinha que ajeitar, pelo menos onde o padre passa.

O que impactou na Kim? Que a desordem foi se transformando em desleixo, falta de higiene, procrastinacao e descaso na familia, e quando ela comecou a ver que as casas das pessoas que ela conhecia nao era daquele jeito, ela comecou a sonhar em ter um lugar organizado, quando tinha apenas 5 anos, quando comecou o Jardim de Infancia e teve contato com outras criancas.

Acontece, que quando ela ja estava mais velha, ela comecou a ter pesadelos com a infancia vivida naquela penuria, ao ponto de ter que procurar um tratamento e descobrir que o pai tinha Hoarding, que quer dizer acumulador em Portugues, que vem a ser causada por algum trauma sofrido na infancia e nao tratado.

A luta dela foi herculea, e ainda continua sendo, mas ela conseguiu, ao que parece, seguir em frente, apos a terapia e na catarse de escrever o livro.

Leitura recomendadissima.

Voltarei em breve.

Beijos mill!!!

Sumi… Voltei!

Ai, fiquei uma semana sem escrever, eu entendo que assim eu nao fidelizo, mas geente de Deus, eu nao consigo coordenar minha rotina com o marido de ferias… kkkkkkkkkkk

Pois bem, esta semana foi um porre, mas esta acabando…

Hoje tirei o dia para organizar algumas coisitas aqui em casa e aproveitei para colocar umas musicas de MPB das antigas, anos 80/90… Ahhhh, mas que viagem louca que fazemos ao ouvir versos que fizeram parte da nossa historia. Cheguei a sentir o cheiro das pessoas e dos ambientes enquanto arrumava a cozinha dancando e viajando… Uau!!!

Uma das sensacoes mais gostosas que temos e relembrarmos momentos quando ouvimos uma determinada musica…

Ouvi de Alceu Valenca, Ze Ramalho, Elba Ramalho, Lulu Santos, Peninha, Fagner…Que barbaro!!! Vale a pena viajar assim de vez em quando. (agora meu vizinho esta utilizanddo o soprador me perturbando pensar… afff)

Fico por aqui, volto em breve!

Xoxo, Maria Paula

Coisas que descobri apos me mudar para os EUA – Parte 1

Hoje farei uma serie de posts sobre algumas coisas que descobri apos me mudar para ca.

A Primeira delas, foi que eu tinha Glaucoma. Nao foi facil, alias, foi muito estranho saber que poderia ficar cega caso nao usasse o tal coliriozinho toda noite. Pois, medica de almanaques, como todo mundo que sabe ler um resultado de exame de sangue e decifrar as composicoes de carbono num medicamento pela nome dos elementos utilizados na receita, perguntei ao meu medico: “Mas essa nao eh uma doenca causada em diabeticos, normalmente?”, no que ele me respondeu: “Pode ter sido algum remedio que voce tomou na infancia.” Ponto final, comecei a varrer meu historico medico – que da-me licenca, nao eh nada pequeno.delas, foi que eu tinha Glaucoma. Nao foi facil, alias, foi muito estranho saber que poderia ficar cega caso nao usasse o tal coliriozinho toda noite. Pois, medica de almanaques, como todo mundo que sabe ler um resultado de exame de sangue e decifrar as composicoes de carbono num medicamento pela nome dos elementos utilizados na receita, perguntei ao meu medico: “Mas essa nao eh uma doenca causada em diabeticos, normalmente?”, no que ele me respondeu: “Pode ter sido algum remedio que voce tomou na infancia.” Ponto final, comecei a varrer meu historico medico – que da-me licenca, nao eh nada pequeno.

Passemos para a Segunda… apos minha cirurgia bariatrica (que falarei num post apenas sobre ela), e ter perdido bem ai uns quase sessenta quilos, vi que tinha um nodulo na perna, que passara despercebido por estar escondido sob a densa camada de gordura.

Nao doia, nao me incomodava, e nao crescia.

Porem, um dia, no banho, reparei que o nodulo havia crescido, e outro nodulo havia aparecido. Fui num Fisiatra, sao enfermeiros com pratica medica, com uma licensa especial para diagnosticar e prescrever alguns medicamentos, porem, se se deparam com alguma coisa fora do normal, te encaminham para um medico especialista, tipo Oncologista, Neuro, etc. A medica que me atendeu achou por bem fazer uma biopsia. OK, fui eu para minha amiga, Lynne, e fiquei aguardando a clinica me ligar com o resultado.

Passados alguns dias, a medica me liga falando que eu precisava ir na clinica para que me dessem o resultado. Fui eu, faceirinha, sozinha, pois ja estava me comunicando com uma pequena fluencia (eu vim para ca nua e crua de ingles, so com o basico para nao morrer de fome em aeroportos e/ou estacoes ao redor do mundo), e recebi a noticia: O que achamos na sua perna e nas suas costas era um Lynphoma…

PUFFF!!!! Meu mundo desabou! Eu sozinha, sem ninguem para dividir comigo aquela noticia. Pensei, sem vitimismo, com uma logica que me eh caracteristica, puxa, logo agora que eu encontrei o amor da minha vida? Logo agora que estou comecando uma vida nova? Isso em fracoes de segundos, ate comecar entrar no carro e comecar a chorar… Nao pensei em mais ninguem, que nao em meu pai. Liguei para ele pelo Whats App, chorando. Ele, mais logico que eu, obvio, eh pai, falou: “Vai tratar! E voce eh forte!”que me eh caracteristica, puxa, logo agora que eu encontrei o amor da minha vida? Logo agora que estou comecando uma vida nova? Isso em fracoes de segundos, ate comecar entrar no carro e comecar a chorar… Nao pensei em mais ninguem, que nao em meu pai. Liguei para ele pelo Whats App, chorando. Ele, mais logico que eu, obvio, eh pai, falou: “Vai tratar! E voce eh forte!”

Ah, esqueci de mencionar que de la da clinica ja haviam contactado um medico especialista em Lymphoma, considerado o Papa no diagnostico e tratamento desse tipo de cancer.que de la da clinica ja haviam contactado um medico especialista em Lymphoma, considerado o Papa no diagnostico e tratamento desse tipo de cancer.

Bom, consulta marcada, fomos eu, Ricky e Brandy, minha nora, para a consulta. Ja estava agendado, salvo engano, um Catscan (gente, nao eh que passem um gatinho em mim, ta bom!), e PIMBA, descobriram mais um, este localizado na espinha, mas nao no osso. O medico orientou que era necessario uma puncao na medula para descobrir que tipo era o Lynphoma, para realizar o tratamento.que passem um gatinho em mim, ta bom!), e PIMBA, descobriram mais um, este localizado na espinha, mas nao no osso. O medico orientou que era necessario uma puncao na medula para descobrir que tipo era o Lynphoma, para realizar o tratamento.

Engracado, nao me lembro de sentir angustia nos lapsos de tempo entre um exame e o resultado. Apos meu choro de desabafo com papai, nao me deixei abater. Aquele choro era mais de choque, a ser um choro de auto-piedade. Mas eu nao deixei a peteca cair apos isso. Coloquei na cabeca que nos todos vamos morrer um dia, e tal qual um carro, uma geladeira, que comeca a dar defeito quando ficam velhos. Deu defeito: Conserta!que nos todos vamos morrer um dia, e tal qual um carro, uma geladeira, que comeca a dar defeito quando ficam velhos. Deu defeito: Conserta!

Minha nora, que passoou a me acompanhar nas consultas, junto com o meu marido, ficou comigo no momento da puncao, o Ricky foi para o corredor, pois sabido nao ter estomago para isso. Deitei-me de brucos na caminha de exame, minha nora na minha frente, num vao entre a cama e o canto da sala de exames. Fui anestesiada, e comecaram o procedimento, quando eu vi minha nora ficar branquinha que nem uma folha de sulfite, ate desmaiar. Cara, nao tinha mais o que fazer, eu queria segura-la pelos cabelos, mas fiquei com medo de machuca-la, bem como, nao podia me movimentar, eu estava com uma agulha do tamanho da minha espinha, que ia do coxis ate a medula, e um movimento errado me faria paralitica ou tetraplegica num exame, eu so tinha uma coisa a fazer… cair na gargalhada!!! Era medico entrando na sala para socorrer a Brandy, meu procedimento finalizando, eo Ricky desesperado no corredor, crente que era algo comigo.que passoou a me acompanhar nas consultas, junto com o meu marido, ficou comigo no momento da puncao, o Ricky foi para o corredor, pois sabido nao ter estomago para isso. Deitei-me de brucos na caminha de exame, minha nora na minha frente, num vao entre a cama e o canto da sala de exames. Fui anestesiada, e comecaram o procedimento, quando eu vi minha nora ficar branquinha que nem uma folha de sulfite, ate desmaiar. Cara, nao tinha mais o que fazer, eu queria segura-la pelos cabelos, mas fiquei com medo de machuca-la, bem como, nao podia me movimentar, eu estava com uma agulha do tamanho da minha espinha, que ia do coxis ate a medula, e um movimento errado me faria paralitica ou tetraplegica num exame, eu so tinha uma coisa a fazer… cair na gargalhada!!! Era medico entrando na sala para socorrer a Brandy, meu procedimento finalizando, eo Ricky desesperado no corredor, crente que era algo comigo.

Dai para diante, sinceramente, todo meu acompanhamento, ate iniciar as quimios, foram comicos.

Marcado o dia para o resultado, voltamos, eu e Brandy para a clinica, e meu medico e sua assistente, simplesmente foram engracadissimos, sempre perguntando se a Brandy estava bem, e tudo mais, me vieram com a melhor noticia do mundo! Esse Lynphoma nao mata! E a mais interessante, por assim dizer, nao cura.

Ok, e??

Ele eh tratavel, controlavel, como uma diabete, um glaucoma. Cronico,

Ok dok, marcamos o inicio do tratamento para abril do ano seguinte.

Era vespera de Acao de Gracas. E eu so tinha a agradecer, realmente, pelos acontecimentos.

Acho que sou meio resiliente, nao eh mesmo? Mas nao sei se eh isso, acho que eh uma das formas que fui criada, por uma mae sempre positiva diante dos fatos desafiadores da vida, um pai idem, e ainda por cima, por ter uma familia, marido e amigos maravilhosos.que sou meio resiliente, nao eh mesmo? Mas nao sei se eh isso, acho nao sei se eh isso, acho se eh isso, acho que eh uma das formas uma das formas que fui criada, por uma mae sempre positiva diante dos fatos desafiadores da vida, um pai idem, e ainda por cima, por ter uma familia, marido e amigos maravilhosos.fui criada, por uma mae sempre positiva diante dos fatos desafiadores da vida, um pai idem, e ainda por cima, por ter uma familia, marido e amigos maravilhosos.

Vale a pena nao deixar a peteca cair, e continuar o jogo na gaiatice, mesmo quando alguns tentam te entender.

A vida e engracada demais!

Esse blog ficou meio grandinho, conto mais algumas descobertas em outros…

Beijos mill,

Eu!